sexta-feira, dezembro 30, 2005

O povo brasileiro



A perspectiva histórica e o brilhantismo do autor situam, em termos claros, um problema que o Brasil precisa resolver: o que fazer com suas culturas autóctones sobreviventes.

Fragmento do livro O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil

A dominação branca

Luta desigual

Fonte: Ribeiro, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

Estado e capital

(...) o controle do Estado sobre o tempo e o espaço vem sendo sobrepujado pelos fluxos globais de capital, produtos, serviços, tecnologia, comunicação e informação. (...) A tentativa de 0 Estado reafirmar seu poder na Arena global pelo desenvolvimento de instituições supranacionais acaba comprometendo ainda mais sua soberania. E os esforços do Estado para restaurar sua legitimidade por meio da descentralização do poder administrativo, delegando-o as esferas regionais e locais, estimulam as tendências centrifugas ao trazer os cidadãos para a órbita do governo, aumentando, porem, a indiferença destes em relação ao Estado-Nação. Assim, enquanto 0 capitalismo global prospera e as ideologias nacionalistas demonstram seu vigor em todo 0 mundo, 0 estado-nação, cuja formação esta historicamente situada na Idade Moderna, parece estar perdendo seu poder, mas não - e essa distinção e essencial sua influencia.

CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. São Paulo: Paz e Terra, 1999. p. 287.

Acima de tudo a inter-relação das economias nacionais bem coma a dependência das finanças dos governos dos mercados globais e empréstimos externos propiciaram as condições para uma crise fiscal internacional do estado-nação, não poupando nem mesmo os Estados-Nação mais ricos e poderosos.

CASTELLS, Manuel. 0 poder da identidade. São Paulo: Paz e Terra, 1999. p. 296.

A TRANSIÇÃO DEMOGRAFICA BRASILEIRA

A TRANSIÇÃO DEMOGRAFICA BRASILEIRA

Durante o século XX, o país teve sua população aumentada em quase dez vezes. De 17438434 pessoas em 1900, atingiu em 1999, segundo projeções do IBGE, a cifra de 163 947500 habitantes. Esse crescimento não ocorreu, porém, em ritmo uniforme, como se pode observar pelos dados da Tabela 1. A discutível qualidade dos dois primeiros censos desse período, isto e, de 1900 e de 1920, torna difícil qualquer interpretação do ritmo de crescimento nesses primeiros vinte anos. Ao estudar exaustivamente esses dois levantamentos, Mor­tara (1970) concluiu que houve uma subenumeração no censo de 1900, enquanto o de 1920 sobreenumerou a população, explicando em grande medida as discrepâncias encontradas nas taxas anuais de crescimento. Alem disso, o primeiro censo referia-se a população residente e o segundo, apenas aos presentes na data do recenseamento. Por outro lado, alguns fatores poderiam explicar um leve arrefecimento na taxa de crescimento no período 1920-40. A entrada de estrangeiros no Brasil, que atingira o elevado contingente de 1446081 no período 1900-20, declinou entre 1920 e 1940, passando a 1146081. Ou seja, o aumento populacional pelo excedente das imigrações em relação às emigrações, que fora de 10,1 % entre 1900 e 1920, caiu para 6,3% no período seguinte. Outro elemento a ser evocado e a redução de, em media, um filho por mulher entre os dois períodos considerados (Tabela 2). Levando em conta que mais de 70% da população era rural e que a fecundidade era natural, ou seja, com pouco ou nenhum controle individual voluntário, não se de­veria esperar tal redução, a menos que fatores conjunturais pudessem afetar o comportamento das pessoas. A crise de 1929, de escala mundial e com conseqüências especificas no caso brasileiro, pode ter contribuído para o retarda­mento das uniões conjugais ou mesmo levado ao adiamento da constituição da prole. A mortalidade, ligeiramente declinante entre 1900 e 1920, sofreu redução mais significativa tanto em 1920-30 como em 1930-40 (Tabela 3), o que parece contradit6rio quando se considera a grande recessão de 1930. O silêncio deixado pela ausência do censo de 1930 torna, entretanto, difícil uma aproximação explicativa para um intervalo tão longo, de vinte anos.

Desde 1940 a evolução demográfica da população brasileira vem sendo marcada por transições decorrentes de mudanças nos níveis de mortalidade e de fecundidade (Gráfico 1), uma vez que as migrações internacionais deixa­ram de ter influencia e a saída de brasileiros para o exterior só se tornou importante a partir de meados da década de 1980.

Entre 1940 e 1960, a população experimentou um aumento em seu ritmo crescimento anual: de 2,3% ao ano, na década de 1940, passou a 3% no decênio seguinte (Tabela 1). Essa transição deveu-se exclusivamente a um declínio na mortalidade, traduzido por um ganho de dez anos na esperança ao nascer (Tabela 3), já que a taxa de fecundidade total se manteve constante no período - seis filhos por mulher.

A partir de 1960 o ritmo anual do crescimento populacional começou a acelerar, passando a 2,8% e 2,6% nos decênios 1960-70 e 1970-80, residente. Nesse período, a fecundidade começou a declinar, chegando a cinco filhos por mulher em 1980, enquanto a mortalidade continuou seu ritmo descendente anterior, com ganho de 9,4 anos na expectativa de vida. Assim, nessa nova etapa da transição demográfica, a responsabilidade passou para a queda fecundidade. No período 1980-96, seu papel continuou decisivo na redução do crescimento da população, o qual atingiu 1,3% ao ano entre 1991 e 1996. De fato, a fecundidade teve sua maior redução, de 50%, passando de 4,3 a 2,2.

Em ultima análise, no decorrer do século XX, as mulheres no Brasil reduziram a sua prole, em media, em 5,5 filhos, enquanto houve um ganho de 35 anos na expectativa de vida dos brasileiros.

Essas transições afetaram diretamente e de forma significativa a estrutura da população (Gráfico 2). Passou-se de uma pirâmide de base larga e triangular - característica de regimes demográficos com altas taxas de natalidade e de mortalidade - para uma outra mais uniforme e de base reduzida - típica de regimes com grande redução na fecundidade. De fato, a base da pirâmide etária de 1996 revela que, pela primeira vez nos pais, o número de crianças menores de cinco anos foi inferior ao daquelas de cinco a dez anos, e este, por sua vez, menor do que o segmento seguinte, de dez a quinze.

Vale salientar que os níveis e as tendências da mortalidade e da fecundidade apresentaram variações sociais e regionais. No caso da mortalidade, o nordeste apresentou sempre os menores níveis para a expectativa de vida ao nascer, igual a 38 anos em 1940, contrastando com os cinqüenta anos conquistados pela região Sul. Essa diferença de doze anos aumentou para dezesseis ate o decênio de 1970, começou a declinar, atingindo cinco anos em 1998, quando a vida media na região mais pobre do país chegou a 65 anos. Ou seja, nos últimos sessenta anos o Nordeste e o Sul ganharam, respectivamente, 27 e vinte anos por viver.

Importante responsável pelos valores da vida media são os níveis de mortalidade infantil. Nota-se pelo Gráfico 3 - que registra as taxas de mortalidade infantil do país e das regi6es Nordeste e Sul, de 1930 a 1990 - que ha grande contraste entre essas regi6es, e que os ganhos significativos tiveram inicio a partir da década de 1970. A diferença de 68 mortes a mais de menores de um ano para cada mil nascidos vivos no Nordeste do que no Sul, observada no decênio de 1930, passou a 46 na década de 1990. A maior cobertura dos serviços de saneamento básico; a ampliação da oferta de serviços de assistência prima­ria de saúde e médico-hospitalar, em especial os de -pré-natal, parto e puerpério, bem coma dos programas de prevenção como vacinação, reidratação oral e aleitamento materno; a queda da fecundidade e a melhoria e a abrangência do sistema educacional contribuíram para a redução sistemática dos níveis da mortalidade infantil, sobretudo a partir de meados da década de 1970.



TABELA 1- TAXA MEDIA ANUAL DE CRESCIMENTO (%) DA POPULA9AO DO BRASIL NO PERIODO 1900-1996

Períodos

Taxa de crescimento (% a. a.)

1900-20

2,9

1920-40

1,5

1940-50

2,3

1950-60

3,0

1960-70

2,9

1970-80

2,6

1980-91

1,9

1991-96

1,3

Fonte: Fundação IBGE, Censos Demográficos de 1900 a 1991 e Contagem Populacional de 1996.

TABELA 2 - TAXAS DE FECUNDIDADE TOTAL - BRASIL, 1903-1999.

Anos

Taxas

1903

7,7

1908

7,4

1913

7,1

1918

6,8

1923

6,6

1928

6,4

1933

6,2

1938

6,0

1943

5,8

1950

5,9

1960

6,1

1970

5,8

1980

4,3

1991

2,5

1999

2,2

Fonte: Frias, L. A. de M. e Carvalho, J. A. M. (1994). Fundação IBGE, Censos Demográficos de 1980 e 1991.

TABELA 3 - TAXAS DE MORTALIDADE POR MIL HABITANTES - BRASIL, 1900-1999.

Anos

Taxas

1900

29,1

1910

28,7

1920

28,4

1930

26,3

1940

24,4

1950

21,4

1960

14,3

1970

1l,4

1980

6,3

1991

5,4

1995

5,8

Fonte: Santos, J. L. F. Medidas de fecundidade e mortalidade para 0 Brasil no século XX (1978), Fundação IBGE, Censos Demográficos de 1980 e 1991, SIM - DATAsus/FNS, 1995.


Brasil fica em 72º lugar no ranking do IDH

Desenvolvimento piorou em 20 países desde 1990

Noruega segue líder; Serra Leoa é o último pelo sétimo ano

O Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) de 2004 atribui ao Brasil um IDH de valor 0,775, o que coloca o país na 72ª colocação entre 177 territórios. Esse resultado mantém o Brasil na parte superior do grupo dos países com desenvolvimento humano médio (de 0,500 a 0,800). Fazem parte do ranking deste ano 175 países, além de Hong Kong (China) e o Território Palestino Ocupado.

Os resultados não são comparáveis aos do RDH 2003 devido a mudanças no cálculo de um dos indicadores que formam o Índice de Desenvolvimento Humano. No Relatório do ano passado, o Brasil aparecia na 65ª posição. A principal mudança em relação ao RDH 2003 ocorreu em educação, uma das três dimensões que compõem o IDH, junto a longevidade e renda.

O IDH é calculado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) a partir das melhores séries de dados internacionais disponíveis à data de elaboração do Relatório e fornecidas por instituições do sistema ONU. No caso dos dados sobre educação usados no RDH 2004, a instituição responsável solicitou aos governos dos países que fornecessem os dados de analfabetismo. Dos 177 territórios que constam do ranking, cerca de 40 responderam à consulta, entre eles o Brasil. Para os demais foram usadas estimativas feitas pela mesma instituição, tal como nos Relatórios de anos anteriores.

Os dados fornecidos pelo governo brasileiro apontam uma taxa de alfabetização de 86,4% (13,6% de analfabetismo). Esse percentual foi apurado no Censo 2000. No Relatório 2003 havia sido empregada uma estimativa, referente ao ano de 2001, que indicava uma taxa de analfabetismo menor. Os dados oficiais brasileiros indicam que esta tendência de queda manteve-se nos anos posteriores.

O segundo indicador que compõem o subíndice de educação é a taxa de matrícula bruta nos três níveis de ensino. A estimativa da Unesco, nesse caso, foi de 92% da população em idade escolar (19ª maior taxa). As taxas de analfabetismo e de matrícula são combinadas e transformadas no subíndice de educação, que neste Relatório ficou em 0,88 (contra 0,90 no RDH 2003). Não se trata, porém, de uma involução brasileira na educação, mas de uma reavaliação da série de dados primários.

A despeito dessa reavaliação, a educação continua sendo a dimensão em que o Brasil tem seu melhor desempenho, com uma marca superior à média latino-americana e proporcionalmente mais próxima dos valores dos países desenvolvidos. Considerando-se apenas o subíndice educação, o Brasil fica na 62ª entre 177 posições.

Se fossem usadas as mesmas séries de dados no RDH 2003 que foram usadas no RDH 2004, o IDH do Brasil subiria de 0,773 para 0,775, como se nota na tabela abaixo:


RDH


Ranking


Expectativa de vida


Taxa de alfabetização


Taxa de matrícula

PIB per capita (PPC US$)



IDH

2003

72º

67,8 anos

86,4%

91%

7.730

0,773

2004

72º

68,0 anos

86,4%

92%

7.770

0,775

Nas dimensões de longevidade e renda o país obteve pequenas melhoras. Na longevidade, o subíndice brasileiro cresceu de 0,71 para 0,72; e na renda, o valor subiu de 0,72 para 0,73. A esperança de vida ao nascer do brasileiro, segundo o RDH 2004, é de 68 anos. É a 111ª de 177 posições. É uma posição inferior à do IDH e ainda mais distante da colocação brasileira na classificação por renda.

O Brasil tem um PIB per capita ajustado pela paridade do poder de compra (dólar PPC) de US$ 7,770, o 63º maior dos 177 territórios. O país está nove posições acima no ranking de renda em comparação à sua classificação pelo IDH. Essa diferença de colocação demonstra a dificuldade do país em transformar sua riqueza em bem estar para a população.

O Brasil tem um subíndice de renda igual à média mundial e ligeiramente superior ao da América Latina. Ultrapassa em muito a média de educação do conjunto de territórios pesquisados, mas fica abaixo da média latino-americana em esperança de vida. O Brasil se aproxima mais dos países ricos na dimensão educação (diferença de 0,09) e fica mais distante na variável renda (diferença de 0,22).

IDH diminui em 20 países ao longo dos anos 90

Dois países foram incorporados ao ranking do IDH no relatório de 2004: Tonga (que entrou na 63ª posição) e Timor-Leste (158ª colocação). O país líder continua sendo a Noruega (0,956), seguido por Suécia, Austrália, Canadá e Holanda. Na ponta inferior, os cinco países com menor desenvolvimento humano em todo o mundo continuam sendo Serra Leoa, Níger, Burkina Faso, Mali e Burundi, todos localizados na África. Serra Leoa, que se recupera de uma guerra civil, está na última posição do ranking do IDH há sete anos consecutivos.

Ao longo dos anos 90, o IDH recuou em 20 países. Desses, 13 ficam na África sub-saariana. A expectativa de vida caiu para 40 anos ou menos em oito países da região (Angola, República Centro-Africana, Lesoto, Moçambique, Serra Leoa, Suazilândia e Zimbábue). O principal motivo foi a pandemia de HIV-Aids. Em Botswana e na Suazilândia pelo menos uma em cada três pessoas de 15 a 49 anos está infectada. “A crise da Aids abala as fundações de tudo, da administração pública e do serviço de saúde até a estrutura familiar”, diz o administrador do PNUD, Mark Malloch Brown. Isso porque atinge as pessoas em sua idade mais produtiva.

Desde 1990, um número sem paralelo de países viu seu padrão de vida decair: o cidadão médio de 46 países é mais pobre hoje do que há uma década (20 desses países ficam na África sub-saariana); em 25 países mais pessoas estão com fome atualmente do que no começo dos 90.

O IDH médio mundial é de 0,729. São 101 os territórios acima dessa média, e 76 estão abaixo. Agrupando-se os países por renda per capita, o IDH médio dos ricos é de 0,933, enquanto o índice dos países de renda média é de 0,756, e o dos países pobres, 0,557. Do ponto de vista geográfico, a menor média de IDH é a dos países africanos ao sul do Saara (0,465), seguidos pelo sul da Ásia (0,584), pelos países árabes (0,651), pelos países do extremo oriente (0,740), pela América Latina e Caribe (0,777) e países do Leste Europeu e da ex-URSS (0,796).


Entenda como é calculado o IDH

O IDH é um índice sintético composto por quatro indicadores que medem o desempenho médio dos países em três dimensões do desenvolvimento humano: uma vida longa e saudável, mensurada pela expectativa de vida ao nascer; o acessso ao conhecimento, medido pela taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais e pela taxa de matrícula bruta nos três níveis de ensino; um padrão de vida decente, medido pelo PIB (Produto Interno Bruto) de um país dividido pelo número de seus cidadãos e ajustado pela paridade do poder de compra (expressos em dólares PPC).

Apesar de o desenvolvimento humano ser muito mais abrangente do que qualquer índice sintético, o IDH é uma alternativa melhor para medir o bem-estar das pessoas do que o PIB ou a renda per capita.

Os valores estimados para a expectativa de vida ao nascer são originários da “2002 Revision of World Population Prospects”. Essas estatísticas são preparadas a cada dois anos pela Divisão de População das Nações Unidas, com base nos dados censitários e de pesquisas dos países.

Os dados sobre taxa de alfabetização usados no relatório são da estimativa de março de 2004 do Instituto para Estatísticas da Unesco (UIS), que combina estimativas feitas pelos governos nacionais com estimativas da própria UIS. As estimativas nacionais são obtidas com base em informações de censos e pesquisas ocorridas entre 1995 e 2004.

As taxas de matrícula bruta nas escolas primárias e secundárias, e no terceiro grau são produzidas também pelo UIS com base nos dados educacionais obtidos junto aos governos e nos dados de população em idade escolar fornecidos pela Divisão de População das Nações Unidas.

Para poder comparar os padrões de vida enter países, é preciso converter o PIB per capita pelos padrões da Paridade do Poder de Compra (PPC) a fim de eliminar as diferenças nos níveis de preço nacionais. O PIB per capita em dólares PPC de 163 países é fornecido pelo Banco Mundial. Para os países não cobertos pelo Bird são usados dados da Penn World Tables da Universidade da Pensilvânia (EUA).

Para saber mais sobre o PNUD, sobre o IDH e sobre os Relatórios de Desenvolvimento Humano de anos anteriores, acesse o site http://www.blogger.com/www.pnud.org.br.

Êxodo rural e urbanização;

  • Êxodo Rural: a população tende a sair do campo para a cidade.
  • Urbanização: é o aumento da população urbana sobre a população rural.

·O processo de urbanização : Inicia-se no período da pós-guerra com a instalação de multinacionais por Juscelino em 1958.
Dá-se pela repulsão do campo e atração da cidade.

  • Repulsão do Campo:
    • Superpopulação relativa
    • Força de trabalho excedente devido à mecanização do trabalho no campo.
    • Carência de terras devido ao monopólio das terras se concentrar nas mãos da elite.

Continuidade do crescimento vegetativo.

  • Atração pela Cidade:
    • Destituída dos meios de sobrevivência na zona rural, essa população dirige-se às cidades em busca de empregos e serviços públicos.
    • A função das cidades é integrar a agricultura às necessidades do mercado urbano.

2 - A população Absoluta e Relativa:

  • População Absoluta: é o número total de habitantes numa determinada área.
  • População Relativa: é a população absoluta dividida pela área que esta ocupa. (Número de habitantes por metro quadrado).

2.1 - Crescimento Vegetativo:

  • É a diferença entre os números de nascimento e morte de uma região específica.
  • O Crescimento vegetativo pode ser:
    • Positivo: Quando o número de nascimentos é maior que o de mortes.
    • Negativo: Quando o número de nascimentos é menor que o de mortes.
    • Nulo: Quando o número de nascimentos é igual ao de mortes.

3 - Urbanização Desigual

  • Apesar de geral, o processo de urbanização não é uniforme. As diferentes regiões e estados do país apresentam uma urbanização desigual e contrastes marcantes na distribuição da população entre o meio rural e o meio urbano.

4 - As Formas de Urbanização.

  • No Brasil, o processo de urbanização foi essencialmente concentrador: gerou cidades grandes e metrópoles.

4.1 - Metrópoles: São cidades que possuem mais que polarizam uma determinada região. O Brasil possui atualmente 11 metrópoles:

    • São Paulo;
    • Rio de Janeiro;
    • Curitiba;
    • Goiânia;
    • Manaus;
    • Belém;
    • Fortaleza;
    • Salvador;
    • Porto Alegre;
    • Belo Horizonte;
    • Recife;

Obs: Brasília não é considerada metrópole, pois ela conheceu um crescimento endógeno, e por isso não polariza regiões.

4.2 - Megalópoles: é a união de duas metrópoles. O Brasil possui somente uma megalópole, localizada no Vale do Paraíba tendo a via Dutra ligando-a.

5 - Hierarquia Urbana:

6 - Redes Urbanas:
As principais redes urbanas estão na faixa litorânea, devido a:

· Fatores econômicos

· Fatores históricos

· Fatores geográficos

Queridos Alunos

Queridos alunos quero desejar um ótimo 2006 a todos, que seja um ano de realizações para cada um de vôces. Mas eu sou ou fui, professor de vocês e isso me dá uma certa responsabilidade para com vós, eo vestibular da UFRGS tá ai por isso resolvi antes das férias criar esse blog para aquela estudadinha de última hora se surgir alguma dúvida ainda não é porque estão "formados" que eu vou deixar de ajudá-los sempre estarei a sua disposição.
Obs: nas suas dúvidas sejam objetivos!!!!!!!!!!

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Terra - Geologia pro vestibular resumo

O nosso planeta, situado na galáxia Via Láctea, é um dos inúmeros produtos da formação do Universo, iniciada pela grande explosão inicial (o “Big Bang”), cujas partículas ou “faíscas” resultantes originaram a matéria cósmica e os sistemas estelares, dentre eles, o Sistema Solar.

O SISTEMA SOLAR

Quando de seu nascimento, a Terra era uma bola incandescente que, ao resfriar-se ficou dura por fora e é aí que nós habitamos: na crosta terrestre. As etapas da formação do nosso planeta foram:

fase 1 – há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, uma espessa nuvem de poeira e gás formou o Sol. Partes dessa nuvem criaram partículas de rocha e gelo que, depois, unidas deram origem aos planetas;

fase 2 – as rochas que compunham a Terra, no seu início, apresentavam altos índices de radioatividade, o que provocou seu derretimento. Nesse período, os elementos químicos níquel e ferro se fundiram, criando o núcleo do planeta, cuja temperatura média é de 4.000º C. Os materiais que formam o interior da Terra apresentam-se em estados que variam do gasoso e líquido ao pastoso e sólido, sendo chamados de magma ou magma pastoso;

fase 3 – cerca de 4 bilhões de anos atrás, teve início a formação da crosta terrestre que, originalmente, era composta de pequenas plaquetas sólidas flutuando na rocha fundida. Nesse período, formava -se o manto, camada situada a 2.900 km abaixo da superfície e constituída de rochas deformáveis, pois menos rígidas. No manto, predominam ferro e magnésio, materiais de constituição pesada, e aí as temperaturas podem variar entre 200 a 3.000º C;

fase 4 – com o tempo, a crosta terrestre se tornou, crescentemente, mais espessa e os vulcões entraram em erupção, emitindo gases que geraram a atmosfera. Simultaneamente, o vapor de água se condensou, formando os oceanos;

fase 5 – há cerca de 3,5 bilhões de anos, a crosta terrestre estava basicamente formada, porém a configuração dos continentes era bem diferente da atual;

fase 6 – atualmente, a Terra continua se transformando, pois a crosta apresenta enormes placas cujas bordas estão em constante mutação. Também os continentes ainda se movimentam, em função da pressão das forças que agem no núcleo da Terra.

AS CAMADAS DA TERRA

Quatro são as principais camadas de nosso planeta:

  • NÚCLEO INTERNO
  • NÚCLEO EXTERNO
  • MANTO
  • CROSTA

O planeta Terra, quanto ao aspecto de sua formação física, tem uma história, conhecida como Eras Geológicas.

ESCALA GEOLÓGICA DO TEMPO

ERAS

PERÍODOS

ÉPOCAS

TEMPO EM ANOS

CARACTERÍSTICAS

Cenozóica

Quaternário

Terciário

Holoceno
Pleistoceno
Piloceno
Mioceno
Oligoceno
Eoceno
Paleoceno

11.000
1000.000
12.000.000
23.000.000
35.000.000
55.000.000
70.000.000

  • extinção dos répteis gigantes;
  • desenvolvimento dos vertebrados;
  • aparecimento dos símios antropomorfos;
  • surgimento dos homens;
  • aparecimento das fanerógamas (vegetais cujos órgãos reprodutores são bem evidentes, flores, por exemplo.

Mesozóica

Cretáceo
Jurássico
Triássico


135.000.000
180.000.000
220.000.000

  • répteis gigantes e coníferas;
  • primeiros pássaros.

Paleozóica

Permiano
Carbonífero
Devoniano
Siluriano
Ordoviciano
Cambriano

270.000.000
350.000.000
400.000.000
430.000.000
490.000.000
600.000.000

  • surgimento dos anfíbios e criptógamas (vegetais que não se reproduzem por meio de flores);
  • surgimento dos peixes e dos vermes;
  • início da vegetação nos continentes;
  • aparecimento dos invertebrados;
  • intensa vida aquática.

Pré-Cambriana superior (Proterozóica)

Algonquiano


  • parecimento de bactérias, algas, fungos, esponjas, crustáceos e celenterados (animais aquáticos, geralmente marinhos, como os corais e as medusas).

mais de 2 bilhões

conhecemos do período alguns fósseis;

formação inicial de bactérias e fungos.

Pré-cambriano inferior (Arqueozóica)

Arqueano (início da Terra)

aproximadamente 4,5 bilhões

Fonte: LEINZ & AMARAL in . Geologia Geral.

As quatro porções da Terra.

TIPOS DE ROCHAS

Ao longo do processo de formação do planeta, a crosta terrestre, ou litosfera, conheceu a geração de diversos tipos de rochas. Essas se dividem, quanto à sua origem, em três tipos:

  • magmáticas ou ígneas
  • sedimentares
  • metamórficas

No início de sua formação, a litosfera era constituída por rochas que se consolidaram com o resfriamento do magma – são as chamadas rochas ígneas ou magmáticas. Essas formações rochosas, ao entrarem em contato com o ar, a água e as geleiras, passaram a sofrer a ação do intemperismo (decomposição química e desagregação mecânica), tornado-se, assim, particularizadas e específicas, o que possibilitou seu transporte por agentes erosivos (vento, chuvas, e geleiras) a depressões do relevo, que passaram a ser preenchidas por sedimentos que, também através de processos físicos e químicos, consolidaram-se como rochas sedimentares. O terceiro tipo de rocha que se forma na crosta terrestre é a metamórfica, que consiste na transformação, no interior da crosta, das rochas ígneas e sedimentares em função da pressão e de altas temperaturas.

EXEMPLOS DE INTEMPERISMO

As variações de temperatura provocam a decomposição das rochas, cujos minerais se dilatam quando aquecidos e se contraem em áreas de clima frio (intemperismo por agente físico);

A pressão exercida pelas raízes de um vegetal quando penetram nas rochas podem provocar sua desintegração (intemperismo por agente biológico);

A decomposição das rochas também pode ser provocada pela penetração da água, que altera a sua estrutura química (intemperismo por agente químico).

AS ROCHAS CRISTALINAS

Denominamos de rochas cristalinas aquelas que, magmáticas ou metamórficas, possuem uma estrutura molecular ordenada. Formadas por compactação, as rochas sedimentares cobrem 75% da superfície terrestre, formando uma fina camada superficial que compreende apenas 5% do volume da crosta terrestre.

AS ESTRUTURAS GEOLÓGICAS

A crosta terrestre é formada por doze placas tectônicas, que flutuam sobre o magma pastoso. Quando da fase inicial da Terra, existiam menos placas. Com o tempo, em razão de se moverem em vários sentidos, já que o planeta é esférico, as placas se encontraram em vários pontos da crosta terrestre, dando origem aos terremotos e aos dobramentos do relevo. Em grego, o termo tectônica quer dizer “processo de construir”. Para a ciência geográfica, significa as deformações da crosta terrestre geradas pelas pressões provenientes do interior do planeta.

Nas áreas de encontro das placas, a crosta terrestre é frágil, principalmente nas regiões de contato dos oceanos com os continentes, o que possibilita a saída de magma, dando origem aos vulcões. Quando dos choques entre as placas, o atrito daí decorrente provoca os terremotos. Nos oceanos, as placas (sima) são pesadas e, por este motivo, tendem a mergulhar sob as placas continentais (sial). Esse fenômeno, conhecido como subducção, gera as fossas marítimas, normalmente nas zonas onde ocorre o encontro das placas. Como as placas oceânicas se situam debaixo das continentais, a pressão das primeiras sobre estas últimas provocam dobras e enrugamentos, provocando, desde a era mesozóica, os movimentos orogenéticos (em grego, “oros” significa “montanha”). Data daí o aparecimento das grandes cadeias montanhosas do planeta Terra, formadas pelo enrugamento, elevação ou dobramento de partes da crosta terrestre. Este fenômeno é relativamente recente na história do nosso planeta, tendo acontecido no fim da era mesozóica e início da cenozóica. Por essa razão, denominamos dobramento moderno. As mais altas cadeias de montanhas do planeta, tais como o Himalaia, as Rochosas e os Andes, são de formação recente, apresentando elevadas altitudes, pouco desgaste e grande instabilidade física, pois elas estão ainda em processo de formação. Nelas, são comuns vulcões e terremotos.

A Terra, se levarmos em conta a sua origem geológica, conhece três formações básicas:

  • bacias sedimentares
  • escudos cristalinos
  • dobramentos modernos

Falhas e obras:

Dobras


Falhas