terça-feira, julho 25, 2006

Entenda a nova crise entre Israel e Líbano

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Brasil perde com fracasso da Rodada de Doha, diz 'FT'

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sexta-feira, julho 21, 2006

Líder islâmico ordena 'guerra santa' na Somália

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RNW: Conflito no Líbano intensifica-se

RNW: Conflito no Líbano intensifica-se: "Conflito no Líbano intensifica-se

Luís Henrique de Pádua e Bertus Hendriks

20-07-2006

Apesar dos esforços diplomáticos, principalmente da União Européia, cujo o encarregado dos assuntos exteriores do bloco, Javier Solana, já esteve em Beirute e também em Israel, e, em particular, da França, cujo o primeiro-ministro, Domique de Villepin, também fez uma viagem relâmpago à capital libanesa, os bombardeios israelenses sobre o Líbano continuam, como também os lançamentos de mísseis, por parte do grupo extremista xiita do Líbano, Hezbollah, contra o norte de Israel. Pequenas incursões terrestres em território libanês, por parte do exército israelense, já estão ocorrendo."

Normas alimentares globais

RNW: Normas alimentares globais: "Normas alimentares globais

Railda Herrero

13-07-2006

Num mundo cada vez mais globalizado, em que numa só refeição podemos ingerir alimentos oriundos de diversos países, mais do que nunca são necessários códigos e normais gerais para definir padrões de qualidade e garantir a segurança alimentar. As Nações Unidas designaram esta tarefa a uma instituição com o nome em latim, a 'Codex Alimentarius'. Esta Comissão internacional reuniu-se em Genebra para analisar propostas para garantir melhor proteção à saúde dos consumidores, controle de alimentos de origem vegetal ou animal, aditivos, contaminação alimentar, entre outros assuntos.
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RNW: G-8 e os subsídios agrícolas

RNW: G-8 e os subsídios agrícolas: "G-8 e os subsídios agrícolas
Entrevista com Paulo Nogueira Batista Jr.

Mario de Freitas

20-07-2006

A guerra de Israel contra o Líbano e os palestinos tirou a atenção do encontro do G-8, os sete países mais ricos do mundo mais a Rússia. Realizado pela primeira vez em território russo, na cidade de São Petersburgo, o encontro serviu também para que alguns dos países em desenvolvimento marcassem presença, mesmo que apenas por duas horas."

quinta-feira, julho 20, 2006

Israel chegará aos 100 anos?

Israel chegará aos 100 anos?
Pedro Dória

Agora que, cada vez mais parece, o Processo de Paz desandou de vez, não custa voltar à dúvida de Benjamin Schwarz, editor de literatura da veterana revista norte-americana The Atlantic Monthly:

O número de nascimentos nos territórios ocupados é bem maior do que o em Israel. Muito rapidamente, os judeus serão minoria nas terras que governam entre o Rio Jordão e o Mediterrâneo. (Pelos cálculos de alguns, já são minoria.) Alguns demógrafos prevêem que, em quinze anos, judeus serão 42% da população na área. Durante décadas, israelenses discutiram se era sábio anexar os territórios. Nos últimos cinco anos surgiu o consenso nas comunidades de inteligência, política e militar de que o país deve sair de quase todas, se não todas, aquelas terras. Em caso contrário, fatalmente os judeus israelenses serão obrigados a escolher entre viver num Estado judaico ou viver numa democracia. Acontecerá de os palestinos cobrarem não seu próprio país mas um país binacional, baseado no princípio de um homem, um voto. Neste momento futuro, explica o vice-premiê israelense Ehud Olmert, ‘nós perderemos tudo’.

Olmert é, hoje, o premiê. O caminho da paz não é simples: numa pesquisa de 2001, 98,7% dos palestinos nos territórios ocupados diziam não estar dispostos a abrir mão do direito de retorno. Enquanto este desejo se mantiver, o impasse permanece. O direito de retorno às terras deixadas em 1948, afinal, traria o mesmo resultado que Israel precisa evitar para garantir sua sobrevivência: uma ampla população árabe. Foi, no fim das contas, por ter medo da reação de seu povo caso abrisse mão do direito de retorno que Yasser Arafat não assinou um acordo definitivo para a criação da Palestina, com Ehud Barak, em 1999.

Poder militar, Israel tem para sobreviver. Mas a paz não pode demorar indefinidamente para vir. Se demorar demais, Israel acaba.



Publicado por Pedro Doria - 19/07/06 1:20 PM

Oligopólio controla pagamentos online, diz estudo - (20/07/2006)

INFO Online - Plantão Info - Oligopólio controla pagamentos online, diz estudo - (20/07/2006): "Oligopólio controla pagamentos online, diz estudo
Quinta-feira, 20 de julho de 2006 - 09h42

SÃO PAULO – Um estudo divulgado pela consultoria alemã Booz Allen Hamilton Inc. classifica o atual mercado de pagamentos online como um “oligopólio”, situação de mercado em que poucas empresas detêm o controle da maior parcela do mercado.

De acordo com o estudo, serviços como o PayPal, do eBay, e Checkout, da Google, devem se consolidar como líderes deste mercado e inibir o surgimento de novos concorrentes.

A Bozz Allen diz que, no atual momento do comércio eletrônico, esta situação pode não parecer muito perigosa, pois atualmente 90% dos pagamentos de bens comprados na web são feitos com cartões de débito e crédito.

A consultoria, no entanto, prevê o agravamento as situação conforme os serviços de pagamentos online se popularizem e, então, um mercado muito significativo ficaria na mão de apenas duas empresas.

O estudo diz ainda que o comércio eletrônico deve continuar a crescer de forma acelerada no mundo e prevê dificuldades para companhias que não implementem estratégias eficazes de vendas pela internet."

segunda-feira, julho 17, 2006

A guerra volta ao Líbano


Em represália a seqüestro de soldado, Israel invade o país – entre os mortos, quatro brasileiros

Seis anos depois de ter retirado suas tropas do sul do Líbano, Israel voltou a invadir esse país, desta vez em represália a uma ação do grupo xiita libanês Hizbolá (partido de Deus), que atacou uma patrulha na fronteira e seqüestrou dois soldados israelenses – outros oito militares morreram na ação. O Hizbolá, que tem o apoio do Irã e da Síria, sempre atacou Israel, mas atualmente participa do governo libanês e foi por isso que o premiê Ehud Olmert acusou o Líbano de “ato de guerra”. Com forte apoio de artilharia, as Forças de Defesa de Israel avançaram 16 quilômetros em território libanês, lançaram ataques aéreos e impuseram um bloqueio naval. Até a sexta-feira 14, a ofensiva tinha matado 63 pessoas no Líbano, entre eles quatro brasileiros.

Essa incursão militar abre uma segunda frente para o Exército israelense, que desde o dia 25 de junho já mantinha uma ofensiva aérea e terrestre na Faixa de Gaza para forçar o grupo fundamentalista islâmico Hamas, que controla o governo da Autoridade Nacional Palestina, a libertar um outro soldado israelense seqüestrado. Cerca de 80 palestinos já morreram nessa ofensiva.

O Hizbolá é uma organização militar e política fundada no início dos anos 80, com o apoio financeiro do Irã, para resistir à ocupação israelense do Líbano. No complicado xadrez político do Oriente Médio, o Hizbolá, embora xiita, acabou virando joguete nas mãos da ditadura laica da Síria, que controlou o Líbano até o ano passado. A retirada unilateral de Israel do sul do Líbano, em 2000, foi capitalizada pelo Hizbolá, que atribuiu o fato à sua resistência. O grupo virou partido político e entrou no governo, mas jamais abandonou a opção armada. O Hamas repetiu essa estratégia, atribuindo às suas ações terroristas a retirada isralense de Gaza, em 2005. Em seguida, ganhou as eleições, mas não renunciou à violência. O Hizbolá é xiita e o Hamas, sunita, mas ambos têm em comum o desejo de destruir Israel e o fato de terem montado uma rede de assistência social para garantir o apoio dos setores mais carentes. Israel agora terá que enfrentar simultaneamente dois inimigos islâmicos com forte apoio popular.



ISTOÉ Online

Terremoto seguido de tsunami mata 80 no centro da Indonésia - 17/07/2006

Folha Online - Mundo - Terremoto seguido de tsunami mata 80 no centro da Indonésia - 17/07/2006

domingo, julho 16, 2006

RNW: Haiti, Umbanda e futebol

RNW: Haiti, Umbanda e futebol: "Haiti, Umbanda e futebol
Diretor executivo da ONG Viva Rio vê aspectos positivos na presença brasileira no país caribenho

Mario de Freitas

06-07-2006

A presença do Brasil no Haiti é um dos assuntos mais polêmicos da política externa brasileira que sempre se pautou pelo pragmatismo e não-intervenção. As tropas brasileiras estão naquele país desde 2004. Apoiada pelo governo de Luis Inácio Lula da Silva, a presença militar sempre despertou opiniões divergentes na mídia. A decisão política tem como alvo uma cadeira cativa no Conselho de Segurança da ONU."

Thuram, Le Pen e nós


Demétrio Magnoli
http://www.clubemundo.com.br/revistapangea/

Zidane ofereceu uma aula de futebol ao arrogante escrete brasileiro. Dias antes do jogo, o zagueiro Thuram, seu companheiro de equipe, deu uma lição de política a Jean-Marie Le Pen, o líder da Frente Nacional francesa, que reclamara do “excesso de negros” na seleção de seu país. “Não sou negro, sou francês. Le Pen deveria saber que assim como existem negros franceses, existem loiros e morenos, e não são convocados para a seleção por sua cor, mas por serem franceses.”
Thuram foi adiante: “Ele quer ser presidente e não conhece a história do país, isso é grave e surpreendente”. O chefe político dos racistas provavelmente exasperou-se com essa resposta. As marchas do seu partido portam o estandarte de Joana D’Arc e cantam a glória da “França eterna”, fundada pela conversão de Clóvis I ao catolicismo, em 496. A história da França, na visão de Le Pen, é a narrativa romântica do encontro de uma “raça”, os francos, com uma religião.
A França de Thuram é fruto de outra história, que cultiva como seu monumento da memória a revolução de 1789. “Se alguém vir o Le Pen por aí, diga que se ele tem algum problema em ser francês, nós não temos. Viva a França! Mas não a França que Le Pen quer, e sim a França verdadeira.” Essa “nação verdadeira” é a que inscreveu na Constituição de 1795 o princípio do “direito da terra”: são franceses todos os que residem e pagam impostos na França.
Le Pen “tem algum problema em ser francês” pois é um apóstolo do “direito do sangue”. Ele identifica os “estrangeiros” pela cor da pele e, nesse sentido, aproxima-se do multiculturalismo americano. Nos EUA, a “gota de sangue” separa as pessoas em categorias imiscíveis, que funcionam como nações dentro da nação: “brancos”, “afro-americanos”, “nativos”, “hispânicos” e “asiáticos”. O princípio jurídico do “iguais, mas separados”, base da discriminação legal no passado, revelou a sua persistência nas “políticas de reparação” que varreram o país nas décadas de 70 e 80.
Ser francês, para Thuram, é ter direitos iguais aos de todos, o que se expressa pelo acesso universal aos serviços públicos. A percepção de ruptura desse contrato nacional provoca protestos, às vezes distúrbios. Nos EUA, as imagens dos pobres de Nova Orleans, deixados para trás durante a inundação, provocaram recriminações, não escândalo ou revolta. No país das cotas, desamparo e privilégios “raciais” seletivos andam juntos.
“Sou afro-americano”, talvez respondesse um Thuram dos EUA, referendando parcialmente o rótulo de “estrangeiro” que Le Pen lhe pregava. Mas não foi o que ele disse. O Brasil deve prestar atenção à aula de Thuram, mais que ao futebol de Zidane.

Especial Oriente Médio

Estadao.com.br :: Especiais

Ai vocês, podem ter uma noção dos fatos.
Mas lembrando um pouco, será que não se pode desconfiar dessas atitudes israelenses?
Pois, toda reunião do G8 eles fazem uma dessas, sempre que pautas importantes e diversificadas.
Outra coisa de se estranhar é o fato do petróleo que estava em baixa de preços, lenta é verdade, mas uma baixa, teve retorno a rotina de altas seguidas. Como conseqüência olhem o valor das ações das Petroleiras!!!!!!!!!
Quem ganha com isso???????????????
Pelo menos fica uma pulga atrás da orelha.

No mais boas férias, ah! e como dica de férias uns filminhos:

* Syriana (fala sobre o mundo do petróleo, bem sujestivo, não?)

*Crash (mostra as contradições socias e quistos racias estadunidense pós 11/09)

*Boa noite e Boa sorte ( mostra a caça as bruxas nos EUA durante a Guerra-FRIA )

*Mauá o Imperador e o Rei do Brasil ( mostra as foças contrárias a industrialização no Brasil durante o império) em VHS

Aproveitem e boas férias!!!!!!!!!!

domingo, julho 09, 2006

Chávez no Mercosul

RNW: Chávez no Mercosul:

"O Mercosul, Mercado Comum do Sul, ganhou um novo sócio nesta semana. A Venezuela tornou-se o quinto país a integrar o bloco formado pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A decisão favoreceu politicamente o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que vê nesta integração a polarização de forças na América do Sul, em oposição ao poder econômico dos Estados Unidos, que diz combater. "

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segunda-feira, julho 03, 2006

BBCBrasil.com | Reporter BBC | Europa pode propor corte maior de subsídios

"Europa pode propor corte maior de subsídios

Márcia Bizzotto
de Bruxelas (Bélgica)



O comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson.
Peter Mandelson acha que a UE está demonstrando flexibilidade.
Os europeus estariam dispostas a aumentar sua oferta de corte de subsídios na área agrícola para destravar as negociações da Rodada de Doha, disse nesta segunda-feira Peter Power, porta-voz o comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson"


BBCBrasil.com | Reporter BBC | Europa pode propor corte maior de subsídios:


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El Niño pode reaparecer até o fim deste ano


A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alerta existir uma pequena possibilidade de o El Niño reaparecer no fim do ano, um fenômeno climatológico imprevisível que em 1997 e 1998 deixou milhares de mortos e prejuízos multimilionários. O organismo da Organização das Nações Unidas advertiu em março que há condições atmosféricas similares às do começo do fenômeno em toda a Bacia do Pacífico.

Na época, de um modo incomum, as temperaturas frias do mar, somadas a outras mudanças atmosféricas, geraram um fenômeno que ainda não foi esquecido no litoral latino-americano. O El Niño é capaz de provocar tanto seca quanto inundações.

Enquanto que com o fenômeno a temperatura da superfície do mar na parte central e leste do Pacífico tropical costuma ser muito superior à normal, com La Niña tende a ser inferior. Essas variações de temperatura podem provocar grandes oscilações do clima, das mais variadas, no mundo inteiro.

As oscilações vão desde fortes inundações e surtos epidêmicos na África ou secas na América Latina e incêndios na Austrália, até a antecipação da floração das cerejeiras no Japão, o encurtamento da temporada de furacões no Caribe ou a fertilidade de desertos como o de Atacama.

Os fenômenos El Niño e La Niña, batizados assim pelos pescadores peruanos que detectaram um aumento da pesca nas vésperas do Natal, costumam ocorrer ciclicamente a cada quatro ou cinco anos e foram registrados pela última vez em 2002/2003, embora não tenha sido tão intenso como em 1997 e 1998.

Aquecimento
Após quatro anos sem o El Niño, a OMM advertiu ter detectado um progressivo aquecimento das águas tropicais, alteração que gera o fenômeno devastador, que costuma estar associado, por sua vez, a uma temporada de furacões mais suave que a habitual.

No Atlântico tropical, a temperatura das águas superficiais foi relativamente alta durante o mês de maio, com uma anomalia de 0,51 grau centígrado, enquanto no Caribe essa diferença chegou a ser de 1,10 grau.

Em todo caso, essa anomalia não excedeu a registrada nesta época em 2005, quando ocorreu a temporada de ciclones tropicais (junho a novembro) mais ativa da história, até o ponto em que, pela primeira vez, a lista de nomes elaborada pelos cientistas para designar os furacões chegou ao fim.

Além disso, a OMM acredita que teria que ocorrer uma alteração brusca que fizesse com que as condições atuais, consideradas “neutras”, favorecessem a reaparição do El Niño no fim do ano.

Ainda assim, adverte que há muitos outros fatores locais que podem elevar a temperatura da superfície oceânica e, portanto, aumentar consideravelmente a probabilidade de ocorrência de fenômenos climáticos incomuns nas zonas tropicais nos próximos meses.

Entre eles, a OMM cita as condições mais quentes que o normal que prevalecem na zona tropical setentrional do oceano Atlântico e que “poderiam alterar a probabilidade de certos fenômenos climáticos em muitas regiões continentais próximas”.

Ondas enormes

A zona sudoeste tropical do Pacífico também apresenta “uma extensa área” na qual a temperatura da superfície do mar é mais quente do que o normal, e que poderia provocar variações significativas no clima.

Por outro lado, a OMM acredita que o esfriamento das águas equatoriais de superfície nas proximidades do litoral da América do Sul perderá intensidade rapidamente e não provocará mudanças que afetem toda a bacia.

Nos últimos dias, outro fenômeno natural afetou o litoral que vai do México ao Peru, com enormes ondas que entraram quilômetros adentro do continente e que são as reminiscências de uma tempestade do Pacífico Sul, onde o inverno começou agora.

Além disso, cada vez são mais freqüentes as alterações climáticas bruscas que, segundo os cientistas, se devem ao aquecimento progressivo do planeta.

Há pesquisadores que estão convencidos de que o fenômeno El Niño pode chegar a ser permanente se o aquecimento global persistir, tal como o Plioceno, um período que começou há cinco milhões de anos e em que se acredita que o Pacífico registrava temperaturas similares às atuais.

(Fonte: Gazeta do Povo)

Paraguai ameaça aplicar "eutanásia" no Mercosul :: Estadao.com.br

Paraguai ameaça aplicar "eutanásia" no Mercosul :: Estadao.com.br: "Paraguai ameaça aplicar 'eutanásia' no Mercosul

Segundo Nicanor Duarte, Brasil e Argentina possuem práticas protecionistas de 'egoísmo e até hipocrisia'

João Caminoto

LONDRES - O Paraguai ameaçou abandonar o Mercosul se o Brasil e a Argentina não interromperem 'práticas protecionistas' ou permitirem acordos comerciais bilaterais com países fora do bloco. Em entrevista do jornal Financial Times, o presidente paraguaio, Nicanor Duarte, disse que sem uma reforma profunda, seu país poderá 'aplicar o princípio de eutanásia (ao Mercosul) e deixar que pereça, diante da impossibilidade de revitalizá-lo e consertá-lo'.

Duarte acusou o Brasil e a Argentina de 'egoísmo e até hipocrisia'. Segundo ele, 'junto o Mercosul condena o protecionismo dos Estados Unidos e da União Européia, quando as mesmas práticas persistem entre nós'. Ele explicou que o Mercosul fracassou em oferecer os benefícios esperados para os países menores ,Paraguai e Uruguai, que querem maior acesso aos mercados do Brasil e Argentina. 'Se não houver opções para nossa economia melhorar, para diversificar nossos mercados para que nos tornemos competitivos, qualquer um de nós poderá desligar o aparato de oxigênio que está mantendo o Mercosul vivo", disse ao FT.

Exortando por um "maior espírito de solidariedade" no Mercosul, o presidente paraguaio quer uma "profunda correção, uma reparação histórica" com o Brasil em torno do tratado de Itaipu, que ele qualificou de "um ato de injustiça denunciado por nosso povo e que o Brasil não pode ignorar."

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Grande asteróide passa perto da Terra



O objeto passou a 432.820 quilômetros da Terra

AP


LOS ANGELES - Um grande asteróide passou bem perto da Terra entre a noite de domingo e as primeiras horas desta segunda-feira, mas não provocou problemas, anunciaram observadores. O asteróide, conhecido como 2004 XP14, passou a 432.820 quilômetros da Terra, pouco mais que a distância da Lua.

Os astrônomos pouco sabem sobre o corpo celeste, descoberto em 2004, mas calculam, com base na análise de seu brilho, que ele tenha aproximadamente 900 metros de largura. Mais de 35 asteróides passaram perto da Terra ao longo dos últimos anos, mas os cientistas dizem que o 2004 XP14 é um dos maiores. Especialistas calculam que esse asteróide passará perto da Terra em mais dez oportunidades ao longo do século 21, mas não deverá representar uma ameaça em nenhuma dessas ocasiões.

sábado, julho 01, 2006

Uma ferrovia atravessa o topo do mundo


Ásia
Uma ferrovia atravessa o topo do mundo
Linha de trem é a mais alta do globo, ligando Pequim à capital do Tibet
Pequim



Isolado e preservado pela geografia durante séculos, o Tibet verá completada a partir de hoje a ocupação chinesa - iniciada na invasão comunista em 1950. Será inaugurada a ferrovia mais alta do mundo, ligando Golmud, na província chinesa de Qinghai, a Lhasa, capital tibetana, último trecho da linha que tem início em Pequim.

A primeira ferrovia para o Tibet era um sonho do falecido líder comunista Mao Tsé-Tung, tecnologicamente impossível de ser concretizado na época. Após quatro anos de trabalho e um investimento de US$ 4,4 bilhões (R$ 9,5 bilhões), a engenharia chinesa apresenta ao mundo uma obra que é - junto com a hidrelétrica das Três Gargantas - motivo de orgulho para o governo do país, por ter superado o terreno congelado e altitudes inacreditáveis. É saudada pelos governantes chineses como a solução dos problemas da região, atraindo turistas e investimentos, mas ativistas pró-Tibet acreditam que essa é a sentença de morte da cultura tradicional tibetana. Já ambientalistas temem danos irreparáveis ao precioso ecossistema do platô de Qinghai.

Os trilhos cortam o teto do mundo por 1.142 quilômetros, chegando a uma altitude superior aos 5 mil metros e relegando ao segundo lugar os 4,8 mil metros alcançados pela linha Lima-Huncayo, no Peru. Mais de 30 mil pessoas trabalharam na construção da ferrovia, que está acima dos 4 mil metros de altitude em 80% de seu trajeto e corre sobre solo permanentemente congelado.

Nos trens que percorrerão a linha, vagões construídos pela empresa canadense Bombardier - mais conhecida por seus aviões - têm janelas duplas com filtros ultravioletas para amenizar os efeitos da luz solar. O sistema de circulação de ar está projetado para regular o oxigênio no interior dos vagões conforme a altitude.

Sistema garante que solo sob trilhos permaneça congelado

Caso, mesmo assim, algumas pessoas tenham dificuldade para respirar devido à altitude, os vagões com passagem mais cara poderão ser pressurizados, de acordo com Zhang Jianwei, representante da Bombardier na China.

Grande parte do terreno da região tem uma camada de permafrost sob a superfície, um tipo de solo composto por terra e rochas permanentemente congeladas, além de gelo. Para tornar o solo estável, foi criado um sistema que envolve uma série de tubos enterrados no solo ao longo dos trilhos, para garantir que permaneçam congelados. Pontes e elevadas sustentam os trilhos nos trechos onde o terreno foi considerado perigoso.

Embora o governo afirme que nenhum operário morreu na execução da obra por problemas relacionados à altitude, moradores das localidades por onde passam os trilhos afirmam que pelo cem morreram em acidentes. Em algumas áreas, as equipes tiveram de escavar túneis através do gelo, usando tubos de oxigênio para respirar, sob um frio de 35ºC negativos.

Estimada em 47 horas e 28 minutos, a viagem de Pequim a Lhasa custará US$ 48 (R$ 104) na classe mais barata, chamada "yingzuo" (cadeira dura). Na classe mais cara, a "ruanwo" (cama macia), com cabines privativas e televisão, as passagens custarão US$ 157 (R$ 340).

Governado pelos monges budistas por centenas de anos, Lhasa é hoje um lugar muito diferente de quando os chineses invadiram o Tibet, há mais de 50 anos, e começaram a impor a cultura da etnia Han, dominante na China. Por mais que a milenar cultura tibetana seja um dos principais atrativos para os turistas, a partida do trem T27 da capital chinesa, hoje, pode decretar o início de sua extinção.

Imperialismo chinês
Em 1950, o regime comunista da China ordena a invasão do Tibet, que é anexado como província. Uma revolta armada liderada por monges budistas em 1959 é esmagada, forçando o exílio do Dalai Lama Tenzin Gyatso, líder espiritual e político dos tibetanos.
O país torna-se região autônoma da China em setembro de 1965, contra a vontade popular. Entre 1987 e 1989, as tropas comunistas reprimem com violência todas as manifestações contrárias a sua presença.

Multimídia



Trem percorre a nova ferrovia, que será inaugurada hoje, próximo a Golmud, na província chinesa de Qinghai; obra é um marco da engenharia, mas pode acelerar o ocaso da milenar cultura tibetana
Fonte Zero Hora 01/07/2006