sexta-feira, junho 13, 2008

Mudança Climática?? Os extremos são recentes???? Quáquá!!!!!!!!!!!!!

Quem me conhece sabe de meu posicionamento sobre o dito "Aquecimento Global" deêm uma olhada nestes dados e me digam que os extremos são recentes!
Esse dados estão ai e são de fontes idôneas.
Consenso mentiroso


Abril terminou com recordes de frio

A temperatura caiu a valores abaixo de zero pela segunda vez neste ano na madrugada desta quarta-feira (30) em amanhecer que a MetSul Meteorologia considera de frio histórico e atípico para esta época do ano. A menor temperatura até então registrada este ano no estado de 0,4ºC abaixo de zero na estação da MetSul em São José dos Ausentes, no dia 15 de abril, foi superada pela mínima desta quarta de 1,5ºC negativo na estação do Instituto Nacional de Meteorologia na mesma localidade e que se encontra em um ponto mais alto do município. Geou durante a madrugada em centenas de municípios em grande parte do território gaúcho. Apenas a Grande Porto Alegre e o litoral não registraram o fenômeno. Em diversas localidades gaúchas e catarinenses as mínimas de hoje ficaram próximas dos valores mais baixos registrados nas últimas três décadas nesta época do ano com recordes históricos de até meio século no Planalto Sul de Santa Catarina. No decorrer do dia estaremos publicando as fotos já recebidas de internautas da geada no Blog 24 Horas.

O amanhecer foi de frio generalizado no Rio Grande do Sul e de marcas congelantes em algumas cidades gaúchas e catarinenses. Na Grande Porto Alegre, as mínimas foram de 5,5ºC em Cachoeirinha; 6,7ºC em São Leopoldo na sede da MetSul Meteorologia, 6,8ºC em Campo Bom e 6ºC na Base Aérea de Canoas. Em Porto Alegre, os termômetros marcaram 6,9ºC no Aeroporto Salgado Filho; 8,5ºC no Moinhos de Vento; 7,8ºC na Chácara das Pedras; 10,4ºC na Praça da Alfândega (Centro); 8,5ºC no Mont'Serrat. Fez 7,0ºC na estação do Instituto Nacional de Meterologia no Jardim Botânico. Para se ter uma idéia do que representam estes 7,0ºC no Jardim Botânico em termos de frio sob um contexto histórico de abril, a mínima histórica do mês da série histórica 1960-1990 é 6,8ºC em 24 de abril de 1971. Já na primeira metade do século XX chegou a fazer 4,4ºC na capital gaúcha em abril de 1939, mas o ponto de medição era distinto. A mínima de hoje em Porto Alegre foi a menor em abril desde 1991.

No interior, especialmente na Serra, o frio foi equivalente a de uma manhã gelada de julho. São José dos Ausentes registrou sua segunda mínima negativa do ano com 1,5ºC abaixo de zero na estação do Instituto Nacional de Meteorologia (localizada sobre um morro) e 1,2ºC abaixo de zero na estação da MetSul Meteorologia que se encontra dentro da cidade. No último dia 15 de abril, a estação da MetSul havia registrado 0,4ºC negativo. Em outros pontos da área serrana fez 1,3ºC em Lagoa Vermelha; 0,2ºC abaixo de zero em Vacaria; 1,6ºC no centro de Farroupilha; 0,2ºC negativo no Vale da Vicentina entre Farroupilha e Bento Gonçalves; e 1,0ºC em Canela. Por todo o interior foram observadas mínimas entre 1ºC e 4ºC com destaque para o frio no noroeste gaúcho que rivalizou com a Serra a ponto de algumas estações meteorológicas automáticas particulares (PWSs) terem registrado marcas negativas. Santa Rosa teve 1,6ºC e Santo Augusto 2,3ºC. Na fronteira, a temperatura ficou próxima de zero em alguns pontos como em Quaraí, onde a mínima chegou a 1,4ºC.

A mínima mais importante, contudo, deu-se em São Joaquim, onde foi registrada a menor temperatura em abril na estação do Instituto Nacional de Meteorologia desde o início das observações em 1955. Os 2,2ºC abaixo de zero observados hoje igualaram o recorde anterior para o mês de 2,2ºC negativos de 24 de abril de 1971. Em 1968, os termômetros marcaram 2,1ºC negativos. Em outros pontos do município catarinense as mínimas da madrugada foram de 3,1ºC na Vila Francioni e 3,5ºC negativos no distrito do Cruzeiro (1.507 metros). A temperatura caiu abaixo de zero em praticamente todo o Planalto Sul Catarinense com marcas próximas de zero em outros pontos elevados do estado. Veja as mínimas de hoje em algumas cidades gaúchas e catarinenses em estações particulares, do INMET, Aeronáutica, Cpmet e MetSul Meteorologia.

Porto Alegre – Aeroporto 6,9ºC Santana do Livramento 4,7ºC
Porto Alegre – INMET 7,0ºC São Borja 4,7ºC
Porto Alegre – Chácara 7,8ºC São Luiz Gonzaga 4,5ºC
Porto Alegre – Moinhos 8,5ºC Camaquã 5,6ºC
Porto Alegre – Mont'Serrat 8,5ºC Caçapava do Sul 4,5ºC
Porto Alegre - Centro 10,4ºC Soledade 2,5ºC
Campo Bom 6,8ºC Rio Grande 6,7ºC
Canoas – Base Aérea 6ºC Chuí 5,0ºC
Cachoeirinha 5,5ºC Santa Maria – INMET 3,7ºC
São Leopoldo 6,7ºC Santa Maria – Base 4ºC
Rio Pardo 4,6ºC Pelotas - Aeroporto 7ºC
Passo Fundo 2,3ºC Pelotas - CPMET 6,8ºC
Santa Cruz do Sul 4,6ºC Torres 8,3ºC
Farroupilha – Centro 1,6ºC Erechim 1,7ºC
Farroupilha - Vicentina - 0,2ºC Tramandaí 9,2ºC
Vacaria - 0,2ºC Alegrete 2,8ºC
Bento Gonçalves 3,4ºC Lajeado 4,4ºC
Lagoa Vermelha 0,9ºC Frederico Westphalem 4,6ºC
Ibirubá 3,8ºC Gramado 0,8ºC
São Gabriel 2,8ºC Cruz Alta 3,2ºC
Bagé 2,2ºC Canela 1,0ºC
Jaguarão 4,1ºC São Joaquim - Climaterra - 2,2ºC
Santa Rosa 1,6ºC São Joaquim – Francioni - 3,1ºC
Bom Jesus 0,6ºC São Joaquim - Epagri - 2,2ºC
Palmeira das Missões 3,9ºC São Joaquim - Cruzeiro - 3,5ºC
Cambará do Sul - 1,0ºC Urupema - 1,8ºC
Encruzilhada do Sul 3,9ºC Joaçaba 2,2ºC
Teutônia 0,0ºC Caçador 2,3ºC
Santo Augusto 2,3ºC Xanxerê 2,6ºC
Canguçu 4,2ºC Campos Novos - 1,0ºC
Ausentes – INMET - 1,5ºC Lages 1,5ºC
Ausentes - MetSul - 1,2ºC Curitibanos 0,5ºC
Uruguaiana 3,8ºC São Miguel do Oeste 4,0ºC
Quaraí 1,4ºC Florianópolis - INMET 10,4ºC

Alexandre Amaral de Aguiar - 30/04/2008 19:06:29
O resfriamento global em gráficos

A Universidade do Alabama Huntsville (UAH) divulgou os seus dados de medição de temperatura global para fevereiro mediante o sistema de Microwave Sounder Unit (MSU). A anomalia de temperatura planetária que em janeiro foi negativa (-0,046°C) se elevou para 0,016°C. A mudança, portanto, foi mínima com um aquecimento de tão-somente 0,05°C. Notável é a diferença em relação há um ano atrás. Em janeiro de 2007, a anomalia de temperatura global calculada pela UAH era de 0,594ºC enquanto em janeiro deste ano foi de -0,046ºC, uma queda de 0,588ºC em doze meses. Em fevereiro, a temperatura média do hemisfério sul apurada pela Universidade do Alabama apresentou uma anomalia negativa de -0,21ºC. Foi a maior anomalia negativa no hemisfério meridional desde maio de 2006, mas se considerados apenas os meses de fevereiro desde 1993 a metade sul do planeta não tinha um fevereiro com temperatura tão baixa. Janeiro, em escala global, tinha sido o mais frio desde 2000.

Veja o comentário completo no novo blog MetSul 24 Horas


Eugenio Hackbart - 07/03/2008 03:00:39
Cobertura de neve no Hemisfério Norte em 2008 é a maior em décadas

Existe uma série de indicadores que janeiro de 2008 foi um mês excepcional de inverno não apenas na América do Norte assim como no Hemisfério Norte. As agências de notícias deram conta de eventos atípicos na Arábia Saudita, Iraque e China, onde recordes de frio e neve não eram observados entre 30 e 100 anos. O sensoriamento remoto tanto da RSS como da Universidade do Alabama Huntsville (UAH) indicam anomalias significativas de temperatura global. Então vem o anúncio do NOAA de que janeiro de 2008 teve temperatura abaixo da média do século XX nos Estados Unidos. E a cobertura de gelo no Ártico que se recuperou rapidamente.

Acrescente a isso as imagens e informações do NOAA (acima) e da Rutgers University de grandes anomalias na cobertura de neve no Hemisfério Norte em janeiro de 2008. Segundo o Rutgers Global Snow Lab, foi registrada a maior anomalia de cobertura de neve no Hemisfério Norte em janeiro desde o início das observações em 1966, situando-se pouco acima do recorde anterior de janeiro de 1984. Mais. É a segunda maior cobertura de neve em qualquer mês do ano de toda a série histórica de observações, perdendo apenas para fevereiro de 1978. Veja o ranking dos meses com maior cobertura de neve (em milhões de quilômetros quadrados) no Hemisfério Norte.

Ranking

Ano Hemisfério Norte Eurásia América do Norte América do Norte (sem Groenlândia)
1 1978-2 51.35 32.35 19.00 16.85
2 2008-1 50.13 32.30 17.83 15.67
3 1985-1 50.09 31.27 18.83 16.67
4 1979-1 49.98 31.38 18.61 16.46
5 1978-1 49.69 31.34 18.35 16.20
6 1977-1 48.84 31.24 17.61 15.46
7 1972-2 48.83 31.98 16.85 14.71
8 1985-2 48.56 30.29 18.27 16.12
9 2003-2 48.50 30.91 17.59 15.43
10 1967-1 48.49 30.70 17.79 15.63

Finalmente, há ainda o intenso La Niña que seria o causador de tudo isso e que pode sinalizar uma mudança definitiva de fase no Pacífico.

Com informações de Anthony Whatts


Alexandre Amaral de Aguiar - 09/02/2008 16:34:58
Resfriamento Global


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Cordialmente,

Profº Jeferson Pitol Righetto
http://profjefersongeo.blogspot.com/

O Tratado de Lisboa em poucas palavras - PT de Portugal


Em 13 de Dezembro de 2007, os dirigentes da União Europeia assinaram o Tratado de Lisboa, pondo assim fim a vários anos de negociações sobre questões institucionais.
O Tratado de Lisboa altera, sem os substituir, os tratados da União Europeia e da Comunidade Europeia actualmente em vigor. O Tratado dotará a União do quadro jurídico e dos instrumentos necessários para fazer face a desafios futuros e responder às expectativas dos cidadãos.
Uma Europa mais democrática e transparente, com um papel reforçado para o Parlamento Europeu e os parlamentos nacionais, mais oportunidades para que os cidadãos façam ouvir a sua voz e uma definição mais clara de quem faz o quê aos níveis europeu e nacional.
Um papel reforçado para o Parlamento Europeu: o Parlamento Europeu, directamente eleito pelos cidadãos da União Europeia, terá novos poderes importantes no que se refere à legislação e ao orçamento da União Europeia, bem como aos acordos internacionais. Em especial, em relação à maior parte da legislação da União Europeia, o recurso mais frequente à co-decisão no processo de decisão política colocará o Parlamento Europeu em pé de igualdade com o Conselho.
Uma maior participação dos parlamentos nacionais: os parlamentos nacionais terão mais oportunidades de participar no trabalho da União, nomeadamente graças a um novo mecanismo que lhes permite assegurar que a União só intervenha nos casos em que a sua intervenção permita obter melhores resultados do que uma intervenção a nível nacional (subsidiariedade). Em conjunto com o maior peso do Parlamento Europeu, a participação dos parlamentos nacionais reforçará a democracia e conferirá uma legitimidade acrescida ao funcionamento da União.
Uma voz mais forte para os cidadãos: um grupo de, pelo menos, um milhão de cidadãos de um número significativo de Estados-Membros poderá solicitar à Comissão que apresente novas propostas políticas.
Quem faz o quê: uma classificação mais precisa das competências trará uma maior clarificação da relação entre os Estados-Membros e a União Europeia.
Saída da União: pela primeira vez, o Tratado de Lisboa reconhece explicitamente a possibilidade de um Estado Membro sair da União.
Uma Europa mais eficiente, com regras de votação e métodos de trabalho simplificados, instituições modernas e um funcionamento mais racional adaptados a uma União Europeia com 27 Estados-Membros e maior capacidade de intervenção nas áreas prioritárias de hoje.
Maior eficiência no processo de tomada de decisão: a votação por maioria qualificada no Conselho será alargada a novas áreas políticas para acelerar o processo de tomada de decisão e reforçar a sua eficiência. A partir de 2014, o cálculo da maioria qualificada basear-se-á numa dupla maioria de Estados-Membros e de população, representando assim a dupla legitimidade da União. Para ser aprovada por dupla maioria, uma decisão deve receber o voto favorável de 55 % dos Estados-Membros representando, pelo menos, 65 % da população da União.
Um quadro institucional mais estável e simplificado: o Tratado de Lisboa cria a função de Presidente do Conselho Europeu, com um mandato de dois anos e meio; introduz uma relação directa entre a eleição do Presidente da Comissão e os resultados das eleições europeias; prevê novas disposições para a futura composição do Parlamento Europeu e para uma Comissão reduzida e introduz regras mais claras no que se refere ao reforço da cooperação e às disposições financeiras.
Uma vida melhor para os europeus:o Tratado de Lisboa dá mais poderes aos cidadãos da União Europeia para intervirem em várias áreas políticas de grande importância, por exemplo, na área da liberdade, segurança e justiça, com destaque para o combate ao terrorismo e à criminalidade. São igualmente abrangidas outras áreas como a política energética, a saúde pública, a protecção civil, as alterações climáticas, os serviços de interesse geral, a investigação, o espaço, a coesão territorial, a política comercial, a ajuda humanitária, o desporto, o turismo e a cooperação administrativa.
Uma Europa de direitos e valores, liberdade, solidariedade e segurança, com a defesa dos valores da União, a introdução da Carta dos Direitos Fundamentais no direito primário europeu, a criação de novos mecanismos de solidariedade e a garantia de uma melhor protecção para os cidadãos europeus.
Valores democráticos: o Tratado de Lisboa especifica e reforça os valores e objectivos que orientam a União. Além de serem uma referência para os cidadãos europeus, estes valores mostram ao resto do mundo o que a Europa tem para oferecer.
Os direitos dos cidadãos e a Carta dos Direitos Fundamentais: o Tratado de Lisboa consagra direitos existentes e cria novos direitos. Em especial, garante as liberdades e os princípios estabelecidos na Carta dos Direitos Fundamentais e confere um carácter juridicamente vinculativo às suas disposições. Consagra os direitos civis, políticos, económicos e sociais.
Liberdades dos cidadãos europeus: o Tratado de Lisboa protege e reforça as «quatro liberdades» e a liberdade política, económica e social dos cidadãos europeus.
Solidariedade entre Estados-Membros: o Tratado de Lisboa prevê que a União e os seus Estados-Membros ajam em conjunto, num espírito de solidariedade, se um Estado-Membro for vítima de um atentado terrorista ou de uma catástrofe natural ou provocada pela acção humana. É igualmente posta em destaque a solidariedade no domínio da energia.
Mais segurança para todos: a União passa a ter mais capacidade para intervir nas áreas da liberdade, segurança e justiça e, por conseguinte, para lutar contra o crime e o terrorismo. As novas disposições em termos de protecção civil, ajuda humanitária e saúde pública têm igualmente como objectivo reforçar a capacidade de reacção da União em caso de ameaça contra a segurança dos cidadãos europeus.
A Europa enquanto actor na cena mundial, com a conjugação dos instrumentos de política externa da União, tanto na elaboração como na adopção de novas políticas. O Tratado de Lisboa permitirá à Europa assumir uma posição clara nas relações com os seus parceiros e aproveitar as suas vantagens económicas, humanitárias, políticas e diplomáticas para promover os interesses e valores europeus em todo o mundo, no respeito dos interesses individuais dos Estados-Membros em matéria de política externa.
A criação do novo cargo de Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança e Vice-Presidente da Comissão reforçará o impacto, a coerência e a visibilidade da acção externa da União Europeia.
Um novo serviço europeu para a acção externa apoiará o Alto Representante.
O fato de a União passar a ter uma personalidade jurídica única irá reforçar o seu poder de negociação, contribuindo para um aumento da sua influência na cena mundial e tornando-a mais visível para os outros países e as organizações internacionais.
No que se refere à política europeia de segurança e defesa,o Tratado prevê disposições especiais para a tomada de decisão e prepara o caminho para uma cooperação reforçada no âmbito de um pequeno grupo de Estados-Membros.

Calendário agrícola "conspira" contra Rodada de Doha

Calendário agrícola "conspira" contra Rodada de Doha:

"A crise dos preços dos alimentos e a aprovação da lei agrícola no congresso dos Estados Unidos complicam negociações para um novo acordo comercial internacional. Para G20, grupo integrado pelas principais nações em desenvolvimento, nova lei agrícola dos EUA representa um retrocesso.A crise dos preços dos alimentos e a aprovação da lei agrícola no congresso dos Estados Unidos complicam negociações para um novo acordo comercial internacional. Para G20, grupo integrado pelas principais nações em desenvolvimento, nova lei agrícola dos EUA representa um retrocesso."


Para ler a íntegra clique no link:

Calendário agrícola "conspira" contra Rodada de Doha

quarta-feira, maio 21, 2008

Repensando Israel após 60 anos

Repensando Israel após 60 anos

JEFF HALPER*

"O 60º aniversário de Israel deveria ser motivo de reflexão e reava-liação", afirmou o israelense Jeff Halper, coordenador do Comitê Israelense Contra a Demolição de Casas.

Citando a questão palestina, o autor afirmou que durante as celebrações pela fundação de Israel nas "algo mais estava presente: um silencioso, porém inquietante, elemento".

"Qualquer um familiarizado com os massivos assentamentos, com a fragmentação dos territórios palestinos e sua irreversível incorporação por Israel, qualquer um que já passou uma hora na Cisjordânia, pode enxergar isso. A expansão israelense através dos territórios ocupados, aliado à defesa norte-americana rebatendo qualquer pressão internacional por uma retirada", tem resultado na inviabili-zação de um Estado Palestino, diz Halper.

Ele denuncia que "a transformação da ocupação em uma política permanente substituiu a questão da co-existência, da paz e da reconciliação entre Israel e Palestina. Esse é o verdadeiro significado do 60º aniversário".

Halper questiona: "Os palestinos saíram ou nós judeus israelenses os expulsamos? Se quase a metade dos habitantes dessa parte da Palestina repartida pela ONU em 1947 era de árabes, como pudemos ter transformado, mesmo esse pequeno pedaço de terra em um 'estado judeu'? Está o sionismo verdadeiramente livre de crimes de guerra ou de fato conduzimos uma campanha deliberada e cruel de limpeza étnica?"

Halper também questiona "como podemos reconciliar nosso professado desejo de paz com a permanente anexação dos territórios ocupados, incluindo 250 assentamentos. Podemos realmente 'vencer', frustrando eternamente as aspirações palestinas por liberdade em sua terra natal? E se fizermos, que tipo de sociedade nós teremos, que herança deixaremos para nossos filhos?".

"Não podemos mais culpar os palestinos pelas nossas dificuldades; eles aceitaram a solução de dois Estados.

Apenas uma reconciliação de nossa celebração com as perdas palestinas nos permitirão lidar com a presença 'em nosso país' de outro povo com os mesmos direitos, pavimentando o caminho da paz justa, da reconciliação. Isso sim seria motivo de uma genuína e irrestrita celebração".

*Coordenador do Comitê Israelense contra a Demolição de Casas



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Cordialmente,

Profº Jeferson Pitol Righetto
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Lula e Minc querem Força Nacional patrulhando a Amazônia e reservas

Lula e Minc querem Força Nacional patrulhando a Amazônia e reservas

Novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que se reuniu com o presidente, também pediu mais verbas e nova lei para agilizar licenças ambientais

"Vamos defender o conceito de soberania ambiental do país", afirmou o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao final de sua primeira reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na segunda-feira (19), na qual recebeu oficialmente o convite para assumir o ministério. Minc propôs ao presidente o uso das Forças Armadas para patrulhar os parques nacionais e a Amazônia e, segundo ele, "o presidente aceitou a Guarda Nacional Ambiental, nos moldes da Força Nacional de Segurança", o que eliminaria a necessidade de mudança constitucional, explicou.

Referindo-se à reportagem de domingo do "New York Times", que sugere a internacionalização da Amazônia (ver matéria abaixo), Minc afirmou que "a Amazônia é, e será nossa". O ministro frisou que cabe ao Brasil a proteção do bioma e o desenvolvimento de atividades sustentáveis por parte da população local.

Carlos Minc, que será empossado na próxima terça-feira (27), declarou também que pretende recuperar para a pasta cerca de R$ 900 milhões que atualmente são contingenciados. Segundo o ministro, por ano, o Ministério do Meio Ambiente teria direito a cerca de R$ 1 bilhão de lucros do petróleo e uso dos recursos hídricos pelo setor energético, mas somente 10% são encaminhados para a área.

"É preciso que se dê aquilo que é devido por lei ao MMA. Entendi que eles (o presidente e a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Roussef) viram com muita simpatia que esses recursos venham a ajudar positivamente", declarou Minc, destacando o posicionamento adotado por Lula e Dilma durante a reunião.

Minc disse que pretende utilizar parte desses recursos em um "plano nacional de saneamento ambiental" que em 10 anos aumente de 35% para 75% o total de domicílios atendidos por coleta e tratamento de esgotos no país e que demandará "recursos vultosos".

"Hoje, apenas 35% da população têm acesso à coleta e tratamento de esgoto. Eu proponho ao presidente um plano decenal para que este índice salte para 75% em dez anos. É por isto que eu acho que o meio ambiente deve participar desta estratégia, ainda que ela seja executada pelos outros ministérios", declarou o novo ministro.

Minc também falou sobre a necessidade de agilizar as licenças ambientais, dado que marcou sua gestão à frente da secretaria do Ambiente no Rio de Janeiro. "Vamos pedir urgência para a regulamentação da lei que trata do artigo 23 da Constituição Federal e que define exatamente as funções de cada nível do governo", anunciou.

O novo ministro defende que uma forma de agilizar as licenças ambientais seria o governo desburocratizar e descentralizar sua concessão, o que se afina com o projeto de desenvolvimento do governo..

"Saio com a idéia de que eu fui convidado para dar continuidade a uma política ambiental, introduzindo novos elementos de gestão, valorizando também a agenda industrial e de saneamento, das quais o meio ambiente acabou sendo apartado", disse.

FERNANDA CALVI

Hora do Povo

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Cordialmente,

Profº Jeferson Pitol Righetto
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Fraude do aquecimento global começa a perder força


07 November, 2007 12:00:00

G.L. Lino,

Uma série de evidências sugere que a bucha do balão da fraudulenta campanha do aquecimento global antropogênico já se apagou e que a sua queda é uma questão de tempo. Recentemente, argumentos incessantemente repetidos pelos críticos da não comprovada teoria que atribui o aquecimento atmosférico às emissões de carbono provenientes das atividades humanas têm ganhado espaço em publicações científicas e órgãos midiáticos que, até há pouco, raramente davam atenção e espaço a eles, bem como aos cientistas que têm procurado colocar a busca da verdade à frente de uma agenda política (os assim chamados "céticos"). Aos poucos, o peso dos fatos observados vai se impondo sobre as projeções dos modelos climatológicos computadorizados, ao mesmo tempo em que se amplia a percepção das enormes implicações socioeconômicas da adoção dos pretendidos limites para o consumo de combustíveis fósseis, como ressaltou no Senado dos EUA o senador James Inhofe. Um dos mais severos críticos do catastrofismo "aquecimentista", Inhofe acredita que 2007 marcará o início de uma reviravolta na percepção do fenômeno.

Em sua edição de 26 de outubro (Vol. 318, no. 5850), a tradicional revista científica Science publicou um comentário crítico dos pesquisadores Gerald Roe e Marcia Baker, da Universidade de Washington, em Seattle, sobre a falta de precisão dos modelos climatológicos em vigor para efetuar qualquer prognóstico confiável sobre as tendências climáticas futuras. Segundo eles, "as incertezas nas projeções de futuras mudanças climáticas não diminuíram substancialmente nas últimas décadas".

Como sintetizou no título da nota referente ao trabalho a revista britânica New Scientist de 26 de outubro, "o clima é muito complexo para previsões precisas".

É simples assim: a dinâmica climática resulta de uma extremamente complexa interação de fatores extraterrestres e terrestres, que a ciência ainda está longe de entender de forma sistêmica e, mais ainda, de poder transformar em modelos matemáticos minimamente confiáveis para fundamentar decisões políticas de tão grande alcance.

Em um comentário que acompanha o artigo original, Miles R. Allen e David J. Frame afirmam, sem meias palavras:

Um limite superior para a sensibilidade climática se transformou no santo graal das pesquisas climatológicas. Como mostram Roe e Baker, isto é inerentemente difícil de se atingir. Promete fama duradoura e felicidade ao descobridor, mas pode não existir e resulta que não será de grande utilidade se for encontrado. É hora de encerrar a busca.

Dois dias depois, o New York Times, cuja seção de ciências sempre foi uma das principais caixas de ressonância do catastrofismo climático (desde a década de 1970, quando ele se referia à iminência de uma "nova era glacial"), publicou uma interessante reportagem com o auto-explicativo título "Aquecimento revive a flora e a fauna na Groenlândia". De autoria da jornalista Sarah Lyall, o texto descreve os pouco alardeados efeitos positivos do aquecimento atmosférico, em uma região do planeta tradicionalmente apontada como uma das mais vulneráveis a ele:

Agora que o clima está esquentando, não são apenas velhas árvores que estão crescendo. Um supermercado groenlandês está estocando couves-flores, brócolis e repolhos, que pela primeira vez estão sendo cultivados ali. Oito fazendas de criação de ovelhas estão produzindo batatas comercialmente. Outras cinco estão fazendo experiências com verduras. E Kenneth Hoeg, o principal assessor agrícola da região, diz que não vê motivos para que o Sul da Groenlândia não possa, eventualmente, se encher de plantações de verduras e florestas viáveis.

"Se esquentar, uma grande parte do Sul da Groenlândia poderá ficar assim", diz o sr. Hoeg... Se ficar um pouco mais quente, podemos falar de uma floresta produtiva com madeira suficiente para ser explorada em toras... O fator limitante para a sobrevivência humana aqui é a temperatura, e há um monte de benefícios com um clima mais quente", afirma ele. "Nós estamos na fronteira da agricultura e até mesmo uns poucos graus podem fazer a diferença."

Nada mal, para uma ilha do tamanho da Europa Ocidental com apenas 56 mil habitantes, que recebeu o sugestivo nome "Terra Verde" dos seus descobridores vikings, no século X, durante o chamado Período Quente Medieval, quando as temperaturas no Hemisfério Norte chegaram a ser 1,5-2 graus centígrados superiores às atuais - mais de seis séculos antes da Revolução Industrial.

Também em 26 de outubro, o senador James Inhofe ocupou a tribuna do Senado estadunidense para disparar um contundente discurso de mais de duas horas contra o catastrofismo climático. Embora a sua extensão dificulte uma síntese, o tom geral pode ser aquilatado pelo trecho seguinte, que reflete a percepção crescente de uma mudança de rumo quanto ao tema:

Eu concordo com (o ex-vice-presidente e Prêmio Nobel Al) Gore. O aquecimento global pode ter atingido um 'ponto de inflexão'. A máquina de medo sobre o aquecimento global feito pelo homem atingiu o 'ponto de inflexão' em 2007. Eu estou convencido de que futuros historiadores do clima olharão para trás e verão 2007 como o ano em que os medos sobre o aquecimento global começaram a desmoronar. A situação em que estamos é muito similar à que estávamos no final da década de 1970, quando os receios de uma era glacial iminente começaram a se desfazer. Atualmente, estamos presenciando um despertar internacional de cientistas que estão se manifestando em oposição ao ex-vice-presidente Al Gore, as Nações Unidas, os elitistas de Hollywood e o "consenso" promovido pela mídia sobre o aquecimento global feito pelo homem.

Um adversário figadal dos esquemas de limitações de emissões - os chamados cap-and-trade - Inhofe é também um dos mais preparados membros da Câmara Alta estadunidense, participando ativamente das deliberações sobre temas que vão da segurança nacional aos problemas ambientais.

Para nós, do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa), que há anos temo-nos empenhado em expor a fraude "aquecimentista", essa mudança na direção dos ventos representa um alento e um incentivo a mais para prosseguir com o trabalho.

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Cordialmente,

Profº Jeferson Pitol Righetto
http://profjefersongeo.blogspot.com/

terça-feira, maio 20, 2008

Curso Atlas - Matrículas Abertas



Prezado candidatos a Diplomata,

Comunicamos que estão abertas as matrículas para o curso extensivo com aulas de segunda à quinta (Turma João Neves da Fontoura).
As matrículas poderão ser feitas nos dias 21 e 23 de maio (quarta e sexta), das 19 às 22 horas, e 24 de maio, das 8h15min às 12h15min e das 13h15min às 18h15min, no Colégio Rosário.
Além disso, será realizado dia 7 de junho simulado aberto ao público mediante inscrição.
Oferecemos também descontos especiais para ingresso na turma G8-sábado (Turma Osvaldo Aranha) após o simulado.

Dia 14 de junho iniciam as aulas da Turma Erico Veríssimo, de redação, das 9 às 12 horas, com o diplomata Me. Maurício Alves da Costa, que foi professor de 24 candidatos aprovados na prova de português do CACD de 2008.
O valor promocional é de R$ 100,00 por mês, sem taxa de matrícula, sendo necessário mínimo de 10 alunos. Alunos matriculados nas demais modalidades do Curso Atlas têm 50% de desconto.

A equipe de professores:
Dr. André Reis da Silva
Me. Fabrício Schiavo Ávila
Me. Flávia Westphalen
Prof. Jéferson Pitol Righetto
Dr. José Miguel Quedi Martins
Me. Lucas Kerr de Oliveira
Me. Marcos Carra
Me. Rodrigo Dubal
Me. Rodrigo Torsiano
Me. Thomaz Francisco Silveira de Araújo Santos








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Cordialmente,

Profº Jeferson Pitol Righetto
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segunda-feira, maio 19, 2008

IMPERIALISTAS ASSANHAM-SE COM AMAZÔNIA



18/05/2008 - 11h24

De quem é a Amazônia, afinal?, diz reportagem do "New York Times"

da BBC Brasil


Uma reportagem publicada neste domingo no jornal americano "The New York Times" afirma que a sugestão feita por líderes globais de que a Amazônia não é patrimônio exclusivo de nenhum país está causando preocupação no Brasil.

No texto intitulado "De quem é esta floresta amazônica, afinal?", assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro Alexei Barrionuevo, o jornal diz que "um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território".

O jornal cita o ex-vice-presidente americano Al Gore, que em 1989 disse que "ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós".

"Esses comentários não são bem-aceitos aqui (no Brasil)", diz o jornal. "Aliás, eles reacenderam velhas atitudes de protecionismo territorial e observação de invasores estrangeiros escondidos."

Acesso restrito

O jornal afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aprovar uma lei para restringir o acesso à floresta amazônica, impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para brasileiros.

"Mas muitos especialistas em Amazônia dizem que as restrições propostas entram em conflito com os próprios esforços [do presidente Lula] de dar ao Brasil uma voz maior nas negociações sobre mudanças climáticas globais --um reconhecimento implícito de que a Amazônia é crítica para o mundo como um todo", afirma a reportagem.

O jornal diz que "visto em um contexto global, as restrições refletem um debate maior sobre direitos de soberania contra o patrimônio da humanidade".

"Também existe uma briga sobre quem tem o direito de dar acesso a cientistas internacionais e ambientalistas que querem proteger essas áreas, e para companhias que querem explorá-las."

"É uma briga que deve apenas se tornar mais complicada nos próximos anos, à luz de duas tendências conflituosas: uma demanda crescente por recursos energéticos e uma preocupação crescente com mudanças climáticas e poluição."





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Cordialmente,

Profº Jeferson Pitol Righetto
http://profjefersongeo.blogspot.com/

segunda-feira, maio 12, 2008

“É preciso mudar as formas de produção e consumo”

SINGER E STÉDILE


Reunidos no seminário Economia Solidária, Soberania Alimentar e Agroenergia, realizado em Maringá (PR), Paul Singer e João Pedro Stédile falaram da crise no preço do petróleo e dos alimentos, da expansão dos biocombustíveis e dos projetos para a agricultura familiar.
Maurício Thuswohl

MARINGÁ – Os economistas Paul Singer (secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho) e João Pedro Stédile (membro da coordenação nacional do MST), foram convidados especiais do seminário Economia Solidária, Soberania Alimentar e Agroenergia, realizado na quinta-feira (8) em Maringá (PR), numa parceria entre a Unitrabalho, a Universidade Estadual de Maringá e o Sindicato dos Engenheiros do Paraná. Frente a uma platéia formada por agricultores familiares, assentados, técnicos, professores e representantes do poder público, Singer e Stédile abordaram temas como biocombustíveis, aquecimento global, crise na produção de alimentos, alta do preço do petróleo e organização da agricultura familiar, entre outros.
Leia a seguir os principais trechos das intervenções de João Pedro Stédile e Paul Singer no seminário realizado em Maringá:

Contexto econômico da agricultura mundial

Stédile - Estamos em uma nova fase do capitalismo, na qual os setores mais dinâmicos de controle são os bancos e as grandes empresas transnacionais que controlam os ramos de produção em nível global. O neoliberalismo, em termos de modelo econômico, significa que agora as economias do mundo estão dirigidas pelos bancos e empresas, esse é o novo poder econômico dos capitalistas. Nos últimos 15 anos, o capital fez esse movimento de construir grandes empresas para dominar todos os setores da economia. Luz elétrica, telefone, transporte, fábricas, etc, está tudo sob o controle desse capital estrangeiro e internacional. Isso provocou grande mudança, pois nos últimos 15 anos as empresas passaram a controlar toda a produção agrícola mundial. Atualmente, não mais que 40 empresas controlam toda a produção de sementes, de fertilizantes químicos e de grãos, além do comércio desses grãos e da agroindústria (transformadora dos produtos alimentícios), ao ponto que hoje o preço dos produtos agrícolas não é mais determinado por cada agricultor em cada país, mas determinado pelo controle monopólico que essas empresas fazem em nível internacional.
As empresas manipulam os preços de acordo com seu interesse de manter sempre altas taxas de lucro. Essas empresas vieram para os países do terceiro mundo, se aliaram aos grandes produtores de terra e estes se subordinam a essa forma de produção agrícola. O capital entrou com a terra e com a espoliação do meio ambiente através da aplicação de altos índices de agrotóxicos e da produção intensiva. Além disso, o capitalista explora os trabalhadores rurais brasileiros. Os explora por um salário ridículo se comparado a Estados Unidos, Europa, México, etc. O agronegócio é a nova forma de o capitalismo controlar a produção. Não tem mais espaço para a agricultura familiar e camponesa, eles não precisam mais de nós, eles conseguem aumentar a produção de leite, soja, etc, sem os camponeses. Estes, têm como opção ir para as grandes cidades ou aceitar políticas de compensação social recomendadas pelo Banco Mundial, como bolsa-família, bolsa-gás, bolsa-frango, etc. Isso fere a dignidade dos camponeses. É como se dissessem: os camponeses estão excluídos, mas não os vamos deixar morrer de fome.
Singer - Os alimentos começaram a subir em 2006. O que está acontecendo é que, em diversos países, a chamada classe c deixou de comer comida de milho e trigo para comer carne e laticínios. O consumo de carne no Brasil aumentou 70%, e o mesmo acontece hoje na Índia. Quando comemos cereais, nós comemos a planta. Quando comemos carne, consumimos as duas coisas, a carne e a planta, mas o problema é que precisamos de sete quilos de cereal para obter um de carne bovina. A demanda por alimentos subiu, e isso exige muito mais terra, sol, água e trabalho humano.
As pessoas querem ter o padrão de vida que a propaganda indica como sendo o padrão dos vencedores. Há escassez de alguns alimentos, e se pergunta por quê não aumentar a produção. Deixar os alimentos escassos ao sabor do mercado é matar gente de fome. Já aconteceram motins por causa disso e outros acontecerão. Um exemplo é a revolta dos mexicanos com o aumento do preço da tortilha causado pela utilização do milho para produzir etanol. Essa crise é uma crise de fome, uma coisa que aparentemente havia sido eliminada. A ONU já fala que as Metas do Milênio para erradicar metade da fome no mundo podem voltar atrás. Se começarem a negar comida, os pobres vão ter que conseguir à unha, ou começar a saquear, como na Argentina. Recordo Celso Furtado e seus escritos clássicos sobre o mito do desenvolvimento. Se formos elevar o mundo ao padrão de consumo do americano médio, romperemos limites da natureza. Esse cenário, que Celso pintou em 1974, está se realizando em 2008.

Aquecimento global

Singer - Se nós quisermos ter uma vida mais longa e de maior qualidade, o padrão de consumo no mundo vai ter que mudar, inclusive para brasileiros, indianos e chineses. Teremos que fazer um só automóvel levar mais gente, criar bolsões de bicicleta e ciclovias, entre outras coisas. O aquecimento global deve ser contido o mais depressa possível. Todos temos algo a fazer, apesar de o aquecimento ter sido causado pelo uso irresponsável dos recursos naturais pelo grande capital. Teremos que voltar a uma dieta de cereais. Seremos condenados à fome se não mudarmos nossa forma de alimentação.
Stédile - Os problemas são tão grandes que a sociedade tem que tomar uma decisão: ou muda ou vai para o brejo. Alguns problemas ficaram mais claros e estão sendo mais bem percebidos pela sociedade. Em São Paulo, morrem no inverno 80 pessoas por semana de doenças pulmonares causadas pelos automóveis. Cientistas advertem que, se o aquecimento global aumentar mais, vai trazer um desequilíbrio na vida do planeta que pode levar inclusive a uma catástrofe do ser humano. Um grande problema é a falta de acesso à água potável para a maioria dos seres humanos. Setenta por cento da água potável do planeta é utilizada para irrigar o agronegócio e só 30% é destinada aos animais e às pessoas.

Petróleo e Biocombustíveis

Stédile - Vivemos o problema da escassez do petróleo, o preço sobe por efeito da especulação feita pelo capital financeiro que corre para comprar petróleo nas bolsas. Outro fator é que os três maiores produtores do mundo, que são Irã, Rússia e Venezuela, estão contra os EUA Uma aliança entre as empresas petroleiras, automotivas e o mercado financeiro passou a estimular a produção de agrocombustíveis, como uma falsa forma de combate à poluição, para conseguir seus objetivos de manter a margem de lucro e a utilização do veículo individual. A produção de agrocombustíveis, por si só, não é solução. Não adianta combustíveis mais saudáveis se não trocar essa matriz de transporte individual. Agora querem usar a mesma terra para produzir os agrocombustíveis.
Os setores petroleiro, automotivo e do agronegócio vieram para o Brasil para produzir aqui, porque sol, água e terra não têm mais na Europa. Os capitalistas vieram com as malas cheias de dinheiro para comprar usina e terra e estimular a produção através do etanol da cana e do óleo vegetal da soja, na forma do agronegócio. Os produtores vão produzir e entregar para essas empresas levarem para o exterior. Nenhum país do mundo se desenvolveu explorando matéria-prima, e a expansão do etanol não vai significar isso para o Brasil. Estão construindo 67 novas usinas de álcool e vão passar de quatro para doze milhões de hectares de cana e etanol, que vai ser todo exportado.
Se acontecer mesmo dessa forma, a expansão do etanol será um enorme prejuízo para o povo brasileiro, provocando a desnacionalização das nossas riquezas naturais. O monocultivo da cana em Ribeirão Preto alterou a temperatura, o clima e o lençol freático da cidade. O etanol feito do monocultivo da cana altera o meio ambiente e, em longo prazo, traz as mesmas conseqüências do petróleo. Quanto mais tiver adubo químico, feito de petróleo, e agrotóxicos, mais vão aumentar as emissões. O agrotóxico glifosato tem três destinos: a terra, a água ou o nosso estômago. Em São Paulo, a cana já substitui o feijão, o milho, etc. Em outros lugares, já está empurrando a pecuária para a Amazônia.
Na área de óleo vegetal, não estão interessados na exportação. Justiça seja feita, o Programa Nacional de Biodiesel foi criado para dar uma alternativa à agricultura familiar. Mas, até agora o programa não cumpriu seu objetivo original, que é produzir a partir de outros tipos de plantas, como mamona, mandioca, batata-doce.
Singer - A crise dos alimentos é causada pelo preço do petróleo, que está num patamar que ninguém poderia imaginar. Pela lógica do mercado, quando um produto fica escasso e a demanda cresce é preciso aumentar a produção. Mas, a produção não está crescendo, pois isso possivelmente não convém ao capital internacional. O petróleo hoje é um limite econômico para a expansão. Países que estão crescendo muito, como China, Índia e Brasil, estão transformando boa parte de sua população pobre em classe média. A chamada classe c, nos últimos anos, teve um crescimento espetacular nesses países.
O preço dos alimentos cresce muito, e isso tudo é causado pela demanda de petróleo. Tem muita queima e a produção não acompanha. O papel do capital financeiro é jogar com o aumento de preços, e já dizem que o barril de petróleo vai para 200 dólares. A especulação atual se intensifica porque também é interessante para as empresas e companhias de seguro comparem o petróleo agora, porque daqui a seis meses o preço do produto estará ainda maior.

Agricultura familiar e agroenergia

Singer – Estudos da ONU comprovam a multifuncionalidade da agricultura camponesa, da agricultura familiar. A monocultura é a principal responsável pela perda de terra e água e pela nossa incapacidade de atender à demanda por alimentos. Hoje, vemos o uso dos agrotóxicos em várias extensões, e não existe água em vários lugares de terra arável. Você não consegue fazer a monocultura sem usar muito agrotóxico. É preciso acabar com a agricultura capitalista mundial, com a monocultura, e fazer uma agricultura familiar em escala ecológica. Temos que mudar radicalmente a forma de produzir os nossos produtos.
O que a humanidade está pedindo é uma nova revolução agrícola, diferente da Revolução Verde sobre a qual se basearam os conceitos do agronegócio. O passado se tornou o futuro, e hoje aqueles que detiveram os conhecimentos da agricultura ecológica são a nossa esperança. A agricultura familiar hoje é mais rentável do que a agricultura quimificada. Os insumos ficaram muitos caros por causa do preço do petróleo. A agricultura familiar é menos nociva para o meio ambiente e mais segura para os trabalhadores do que o agronegócio. Estamos numa baita crise, mas nós sabemos o caminho para sair dela. Precisamos de políticas nacionais e internacionais que regulem a forma de usar o solo e a água. Não é para outra geração, é para ontem. Os agricultores familiares são a nossa esperança.
Stédile - Temos que implementar projetos da classe trabalhadora. É possível produzirmos agrocombustíveis de uma forma mais equilibrada no meio ambiente, sem substituir os alimentos, mas também potencializando a produtividade dos alimentos. Os resíduos da produção podem ser usados como fertilizantes ou alimento para o gado. Isso só pode ser feito se o agricultor destinar apenas uma parte de suas terras para a agroenergia, e ao mesmo tempo, construir pequenas usinas. Fazer de forma cooperativada, ser dono de uma micro-usina, que pode ser feita pelas cooperativas de metalúrgicos, o que seria, inclusive, um exercício de complementaridade. Assim, podemos produzir energia sustentável, que dê mais renda e cidadania. Temos que criar em cada município pólos de produção de energia para que o agricultor familiar não dependa mais da Petrobras. Se fizermos isso em todo o Brasil, vocês vão ver que o povo vai se apoderar. Não existe independência política e econômica sem soberania alimentar. Precisamos produzir nossa própria energia.